VÍDEO: Reforma milionária e interminável não impede que Santa Mônica seja novamente inundada

Água da chuva invade Santa Mônica e mães e bebês entram em desespero (Cortesia)

Após passar por duas reformas, apenas no governo de Renan Filho (PMDB), a Maternidade Santa Mônica, localizada no bairro do Poço, em Maceió, volta a apresentar problemas de infraestrutura e causar risco para os bebês e as mães internadas.

A chuva forte que cai desde a tarde da quarta-feira (28) inundou corredores e enfermarias da maternidade.

Desesperadas com a água que escorria pelas paredes e os pingos do teto algumas mães usaram guarda-chuvas para protegerem os filhos recém-nascidos.

As irregularidades nas intermináveis reformas na unidade médica são antigas. Em setembro de 2014 o fim de uma das etapas de reforma foi adiado devido a problemas não solucionados.

Em fevereiro do ano seguinte uma chuva forte alagou a Santa Mônica e o transformador – após uma queda de energia – não funcionou e bebês e mães foram retiradas as presas para o Hospital Geral do Estado (HGE). A transferência das recém-nascidos gerou protesto da comunidade médica do estado e algumas mães denunciaram que os filhos morreram após a transferência.

Em dezembro daquele ano, com a presença de Renan Filho, a conclusão da obra serviu para uma festa de inauguração.

Na época o governo anunciou que o atendimento a gestantes e bebês de alto risco seria reaberto no final daquele mês dezembro.

Depois daquele cenário, Renanzinho falou que estava otimista e que a maternidade, a partir daquela data, se tornara mais moderna e com o número de leitos dobrado, passando de 26 para 52, o que vai intensificar os atendimentos.

Agora o mesmo quadro de irregularidades estruturais retorna. Durante a tarde e noite da quarta-feira e madrugada dessa quinta (29) mães e acompanhantes foram obrigadas a ajudarem servidores da Santa Mônica espalharem baldes pelos corredores e impedirem que a água tomasse todas as enfermarias e o setor de pós-parto.

Em abril desse ano Renan Filho assinou o início da licitação para a execução das obras e dos serviços de construção da Maternidade de Risco Habitual, que é construído ao lado da Santa Mônica. A obra custará ao Estado R$ 28.027.834,77, uma economia de cerca de R$ 4 milhões, na comparação com o valor orçado inicialmente. Segundo o projeto, a Maternidade de Risco Habitual, que deverá ser concluída em dois anos, terá sete andares, além de um amplo estacionamento. A ideia é destinar a nova maternidade apenas para partos de risco habitual, permitindo que os casos de alto risco sejam atendidos na Santa Mônica.

A nova maternidade terá sete andares, e fará parte das unidades assistenciais geridas pela Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal). O local servirá ainda como maternidade escola para estudantes da universidade.