Família Praxedes: um exemplo de vida!

PRAXEDESUma história de vida exemplar a base do sacrifício, da determinação, da vontade, da garra e persistência, com um único objetivo: criar e educar os filhos ensinando-lhes o caminho do bem, da ordem e do respeito.

Refiro-me a esse homem sério, ordeiro, pacato, honrado, uma referência que foi José Praxedes Filho, conhecido como Zezinho da Caçamba, e dona Maria Nilda Leão Praxedes que era o sustentáculo como dona de casa. Eles souberam muito bem, apesar das dificuldades, criar e educar os filhos, e as provas são incontestáveis.

Ao invés de armas, selas, esporas, falcatruas, malandragem, o casal ensinou-lhes o caminho do bem, da decência, da honradez, da humildade e o amor pela caneta.

Tenho dito todos os dias – e aqui não se trata de missa de corpo presente e nenhuma procuração tenho para defende-los -, que admiro a postura, decência e a forma de viver dessa tradicional família alagoana.

Nunca fui e jamais serei amigo de cargos, posição social, situação financeira, vejo simplesmente a pessoa como ela é, independentemente de credo religioso, cor, sexo; vejo a lealdade, a humildade e, sobretudo, a grandeza de caráter, e isso eles têm de sobra!

Desafio que alguém que não seja ou esteja levado pela emoção, por cores e ideologias político-partidárias, por picuinhas, por revanchismo, possa provar ao contrário. Porque contra fatos, por mais que se queira negar, não há argumentos. Pode-se não gostar, não simpatizar, mas jamais alguém poderá dizer que os Praxedes, são pessoas do mal.

Voltando um pouco no tempo, com os meus quatorze anos de idade vi, com muito orgulho e privilégio para poucos, José Praxedes, o simplesmente fantástico Batoré, jogar no glorioso time das multidões, o CSA, que com um futebol elegante e eficiente de toques e arrancadas em direção ao gol orgulhava a imensa fantástica nação azulina. Batoré, um jogador elegante, que dentro ou fora de campo era um sinônimo de eficiência, elegância, e humildade, e Otávio um jogador que também fez parte com brilhantismo daquele timaço na década de 70. Eram dois ‘matutos’ bons de bola que, junto com outros craques, como Bibiu, Zé Preta, Manoelzinho Caranguejo, Misso Carrapeta e Soareste, brilhavam nos gramados, sobretudo, alagoanos.

Depois, vim a conhecer de perto, o jovem Bruno Praxedes e através dele fui aos poucos conhecendo os demais membros da família: Dode, Eduardo, Ricardo, Batoré, Nado, Otávio.

Não sou e nem costumo elogiar a qualquer um aleatoriamente, porque para que os elogios possam acontecer, é preciso que a pessoa se enquadre nos preceitos éticos da moralidade, da decência, da seriedade, da honradez e da humildade, e essas são as características peculiares dos Praxedes.

É aceitável que algumas pessoas não simpatizem, tenha divergências no campo político, religioso, ou até mesmo pessoal, mas, contudo, ninguém jamais poderá dizer ou ter a ousadia e a petulância de ligar o nome desta família a falcatruas, a desordem, ao desrespeito, a violência, a humilhação. Defeitos e falhas todos nós temos e cometemos, não somos perfeitos, a humanidade nunca foi e jamais o será, afinal, somente Jesus tem o poder da perfeição.

Por tudo isso, pelo exemplo que é esta conceituada família, com todo carinho, respeito, orgulho e admiração, para eles eu tiro o meu chapéu