Briosa PM: O Rigor do Direito e o Descaso do Dever

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Criada a mais de 185 anos a Polícia Militar de Alagoas vem se aprimorando a cada ano, na tentativa de se manter com um padrão de qualidade impecável, que encha de orgulho não só a instituição, como a sociedade alagoana. Seus comandantes são sempre homens bem treinados e seguidores fiéis dos direitos que regem a corporação.

Mas e os deveres com a tropa? com a classe abaixo do oficialato?

Fatos corriqueiros chamam a atenção pela falta do Dever que alguns oficiais tratam seus subordinados. Se queremos uma PM melhor, então qual  o motivo de colocar barreiras junto aos PMs que querem continuar seus estudos, suas faculdades, seus cursos… Imaginem uma PM formada por integrantes com elevado nível de estudo, conhecimento, sabedoria.

Deveras seria um tropa preparada, conhecedora dos seus direitos e deveres, uma polícia realmente cidadã, que conheceria as angustias e sonhos de seu povo como ninguém.

Tentar impedir que seus integrantes busquem qualificação profissional e pessoal é um erro grotesco, que com certeza reflete nas ruas, nas condutas profissionais do policial. É preciso uma reflexão e flexão maior por parte dos comandantes sob o seus subordinados. Ao invés de tentar atrapalhar ao máximo o militar que queria estudar, os comandos deveriam incentivar a tropa a seguir o caminho do conhecimento, da libertação da ignorância que assola a maioria de nossa população.

Outro ponto de destaque são as cargas horárias. Os policiais tem por obrigação cumprir a carga horária de 40 horas semanais, mas como sabemos os horários, em sua maioria, são sempre extrapolados  pelos policiais que estão nas ruas… Além disso, os policiais que são testemunhas em processos na Justiça, são obrigados, quando estão de folga, a comparecer aos tribunais, e isso não é computado como um “Banco de Horas”. Há casos em que o PM precisar colocar um atestado, ele vai ter que repor um horário no batalhão, através de uma escala extra.

Para o cidadão comum, se você adoecer e usar de um atestado médico, sua falta está coberta, não vai precisar repor horário. Se passamos do horário, cidadão comum em empresa privada, ou recebemos as horas extras ou o saldo vai para o Banco de Horas, dependendo dos acordos sindicais.

Veja só a falta de sensibilidade dos comandos com os comandados: Os policiais que estão nas ruas, protegendo a sociedade, não tem seus Direitos Básicos assegurados. O “direito” do “praça” é ignorado descaradamente e não tem associação, agremiação, comissão… o diabo, que lute por eles.

Quem pode cobrar, acompanhar e fiscalizar é a sociedade. Cobrar que a Polícia Militar de Alagoas cumpra com seu papel, de valorizar e tratar como ser humano seus integrantes, principalmente a classe mais vulnerável da PM, que é a dos “praças”.

Direitos  e Deveres andam juntos comandantes. Não se faz uma Polícia Cidadã, com perseguições a direitos básicos. Para existir Paz Social e respeitar o direito da pessoa humana, devemos começar a dar exemplo dentro de casa.

Lembrem-se da missão da PM senhores comandantes:

MISSÃO: Promover a paz social no Estado de Alagoas, respeitando a dignidade da pessoa humana, através de ações proativas e reativas do policiamento ostensivo em suas diversas modalidades.

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